tibério sá maia
Para nossos irmãos brasileiros do estado da Bahia a libertação do nosso país se conslidou, apenas algum tempo após ao grito de Independênca emitido pelo Imperador Pedro I, em setembro de 1822, porque vários focos de resistência dos portugueses predominavam e desafiavam a nossa situação de conquistadores da liberdade. Um desses focos estava nas terras baianas.
Esse movimento iniciou-se ainda em 1821 e teve seu desfecho no dia 2 de julho de 1823. Era motivado pelo sentimento federalista emancipador de seu povo, e que terminou pela inserção na formação da unidade nacional brasileira, durante a guerra pela autonomia política de nossa terra. A “Independência da Bahia” foi, assim um marco necessário para nos livrar em definitivo do jugo dos dominadores portugueses e consolidar a Independência de todo o País.
Essa luta, nesse estado da federação, foi estabelecida em vários locais e as batalhas assumiam a denominação dos lugares em que se travaram. Uma das principais foi a de Pirajá de que Castro Alves nos legou seu “Ode ao dois de Julho”(1), recitada no Teatro de São Paulo e da qual Tobias Monteiro, descreveu a "A elaboração da independência", a seguir:-
A luta foi tremenda, a resistência heróica; mas após quase cinco horas de refregas, acudindo reforços chegados da cidade e para não ver o exército bipartido, os independentes estavam ao ponto de recuar e escolher na retaguarda melhor ponto de defesa.
Já galgavam os atacantes as encostas dos montes, certos de levar de vencida o inimigo, quando ouviram o toque sinistro de avançar cavalaria e degolar. O corneta, a quem o major Barros Falcão, que comandava a ação naquele ponto, dera ordem de tocar retirada, trocara, por conta própria, o toque destinado a anunciar a derrota dos irmãos de armas, pelo do ataque inesperado, donde veio a desordem e o pânico dos portugueses.
O estratagem providencial de Luís Lopes, que assim se chamava esse lusitano aderente à causa do Brasil, transformou subitamente a ação. Expantados da presença dessa cavalaria imaginária, com que não contavam, os portugueses estremeceram indecisos e, por fim, recuaram. Sem perda de um momento, prevalecendo-se os brasileiros da situação, ordenaram a carga de baioneta. As hostes quase vitoriosas vinham agora de roldão sobre a planície, fugindo amedrontadas, envolvendo as reservas na mesma dispersão e na mesma derrota.
Depois desse desastre e do último malogro da ação sobre Itaparica, o exército de Madeira ficou em total abatimento, que não pôde renovar reforços para dominar além da capital. |
Em maio de 1823, chegou à costa da província a esquadra comandada por Thomas Cochrane, almirante escocês da Marinha Real britânica que se destacou nas lutas de emancipação da América Latina em relação a Espanha e também Portugal, para participar do bloqueio marítimo à capital da província. A derrota final de Madeira se deu em 2 de julho de 1823.
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