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do Livro "História"
Editora Ática
do mesmo autor.
( * ) Divalte Garcia Figueira
Bacharel e licenciado em História.
Mestre em história Econômica Doutorado peal universidade de São Paulo
Autor entre outros de “Cidades Históricas e barroco mineiro” “Soldados e
negociantes na
Guerra do Paraguai”
e_mail:- divalte@yahoo.com

 

Integrantes de milícia armada em Mogadíscio, Somália. como ocorre em outros países da África, os somais têm convivido longamente com a guerra desde a década de 1970. Boa parte desses conflitos é estimulada por empresas multinacionais interessadas nos recursos minerais do subsolo africano.

Ásia: um continente desigual.


Prof DivalteGarcia Figueira ( * )

Com cerca de 3,6 milhões de habitantes, a Ásia é marcada por gigantescas disparidades sociais e regionais. Entre os países que formam esse continente está um dos mais ricos do mundo - o Japão, com renda per capita de 32 mil dólares - e um dos mais pobres - a Índia, com renda per capita de 450 dólares.
O Japão, contudo, é uma exceção, pois a maior parte dos asiáticos vive em condições de pobreza absoluta. Trata-se de uma população majoritariamente camponesa, que convive há décadas com fome, guerras, aumento populacional, rivalidades religiosas e étnicas etc.
Alguns dos países da Ásia optaram por regimes comunistas - entre eles, a China, o Vietnã e a Coréia do Norte. Outros, como a Coréia do Sul e o Japão, preferiram o regime capitalista. Porém, a maioria das nações asiáticas, mesmo as capitalistas, implementou, em momentos diversos, importantes programas de reforma agrária.

O subcontinente indiano

Após torna-se independente da Inglaterra, em 1947, a Índia foi governada por Jawaharlal Nehru, que exerceu o cargo de primeiro-ministro até 1964. No plano interno, Nehru adotou uma política nacionalista de inspiração socialista, marcada pela estatização de bancos e pelo incentivo ao desenvolvimento industrial. Nehru morreu em 1964, mas o Partido do Congresso, que ele liderava, continuou a ser o mais forte do país. A partir de 1993, a Índia aderiu à onda neoliberal que se espalhou pelo mundo, promovendo uma política de abertura ao capital estrangeiro e de privatização das empresas estatais.
A estrutura social da Índia apresenta profundas desigualdades. Seu PIB é o 15° maior do mundo, mas sua renda per capita está entre as mais baixas, pois a população indiana já superou a marca de um bilhão de habitantes (ver boxe). Cerca de um terço dessa população (600 milhões de pessoas) vive em condições de miséria.
Além desses problemas, a Índia de debate com conflitos étnicos e religiosos entre hinduístas e muçulmanos e entre indianos e sikhs. Os confrontos já provocaram no país diversos massacres de Nehru, em 1984, por separatistas sikhs. destino idêntico teve seu filho, Rajiv Gandhi, morto em 1991 por separatistas do Sri Lanka pertencentes ao grupo étnico tâmil.
A política externa indiana é marcada por disputas territoriais com o Paquistão em torno da Caxemira (de maioria muçulmana), um território encravado na fronteira dos dois países. Essas disputas já provocaram diversas guerras a primeira das quais em 1947-2948. O conflito entre Índia e Paquistão é particularmente grave porque os dois países possuem armas nucleares.

Um bilhão de pessoas

A Índia ultrapassou a marca de um bilhão de pessoas. O país, o segundo mais populoso do mundo, só é superado pela China. A menina Astha, que representa o habitante de número um bilhão, nasceu nesta quinta-feira em Nova Délhi, capital do país. Como na Índia nascem 42 mil bebês por dia, ficou estabelecido que a primeira criança que nascesse num hospital de Nova Délhi a partir de meio-dia seria o bebê-símbolo do bilionésimo indiano.
O governo lançou um slogan oficial para a chegada do habitante um bilhão - "Um momento para celebrar, um momento para ponderar" - que reflete a preocupação das autoridades com a superpopulação. Os trabalhadores da área de saúde fazem campanha para que os indianos utilizem métodos anticoncepcionais. No atual ritmo de crescimento, a população da Índia vai ultrapassar a da China em cinqüenta anos, apesar da diferença de tamanho entre os dois países. A China tem uma população de um bilhão e 300 milhões, mas vem estabelecendo rígido controle sobre a natalidade.
(Adaptado de: informativo de site Globo.com - 11/5/2000)