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Prof DivalteGarcia Figueira ( * )
Com cerca de 3,6 milhões de habitantes,
a Ásia é marcada por gigantescas disparidades
sociais e regionais. Entre os países que formam esse
continente está um dos mais ricos do mundo - o Japão,
com renda per capita de 32 mil dólares - e um dos
mais pobres - a Índia, com renda per capita de 450
dólares.
O Japão, contudo, é uma exceção,
pois a maior parte dos asiáticos vive em condições
de pobreza absoluta. Trata-se de uma população
majoritariamente camponesa, que convive há décadas
com fome, guerras, aumento populacional, rivalidades religiosas
e étnicas etc.
Alguns dos países da Ásia optaram por regimes
comunistas - entre eles, a China, o Vietnã e a Coréia
do Norte. Outros, como a Coréia do Sul e o Japão,
preferiram o regime capitalista. Porém, a maioria
das nações asiáticas, mesmo as capitalistas,
implementou, em momentos diversos, importantes programas
de reforma agrária.
O subcontinente indiano
Após torna-se independente da Inglaterra,
em 1947, a Índia foi governada por Jawaharlal Nehru,
que exerceu o cargo de primeiro-ministro até 1964.
No plano interno, Nehru adotou uma política nacionalista
de inspiração socialista, marcada pela estatização
de bancos e pelo incentivo ao desenvolvimento industrial.
Nehru morreu em 1964, mas o Partido do Congresso, que ele
liderava, continuou a ser o mais forte do país. A
partir de 1993, a Índia aderiu à onda neoliberal
que se espalhou pelo mundo, promovendo uma política
de abertura ao capital estrangeiro e de privatização
das empresas estatais.
A estrutura social da Índia apresenta profundas desigualdades.
Seu PIB é o 15° maior do mundo, mas sua renda
per capita está entre as mais baixas, pois a população
indiana já superou a marca de um bilhão de
habitantes (ver boxe). Cerca de um terço dessa população
(600 milhões de pessoas) vive em condições
de miséria.
Além desses problemas, a Índia de debate com
conflitos étnicos e religiosos entre hinduístas
e muçulmanos e entre indianos e sikhs. Os confrontos
já provocaram no país diversos massacres de
Nehru, em 1984, por separatistas sikhs. destino idêntico
teve seu filho, Rajiv Gandhi, morto em 1991 por separatistas
do Sri Lanka pertencentes ao grupo étnico tâmil.
A política externa indiana é marcada por disputas
territoriais com o Paquistão em torno da Caxemira
(de maioria muçulmana), um território encravado
na fronteira dos dois países. Essas disputas já
provocaram diversas guerras a primeira das quais em 1947-2948.
O conflito entre Índia e Paquistão é
particularmente grave porque os dois países possuem
armas nucleares.
Um bilhão de pessoas
A Índia ultrapassou a marca de um
bilhão de pessoas. O país, o segundo mais
populoso do mundo, só é superado pela China.
A menina Astha, que representa o habitante de número
um bilhão, nasceu nesta quinta-feira em Nova Délhi,
capital do país. Como na Índia nascem 42 mil
bebês por dia, ficou estabelecido que a primeira criança
que nascesse num hospital de Nova Délhi a partir
de meio-dia seria o bebê-símbolo do bilionésimo
indiano.
O governo lançou um slogan oficial para a chegada
do habitante um bilhão - "Um momento para celebrar,
um momento para ponderar" - que reflete a preocupação
das autoridades com a superpopulação. Os trabalhadores
da área de saúde fazem campanha para que os
indianos utilizem métodos anticoncepcionais. No atual
ritmo de crescimento, a população da Índia
vai ultrapassar a da China em cinqüenta anos, apesar
da diferença de tamanho entre os dois países.
A China tem uma população de um bilhão
e 300 milhões, mas vem estabelecendo rígido
controle sobre a natalidade.
(Adaptado de: informativo de site Globo.com - 11/5/2000)
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