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do Livro "História" Editora Ática do mesmo autor.
( * ) Divalte Garcia Figueira.
Bacharel e licenciado
em História.
Mestre em História Econômica
Doutorando pela Universidade de São Paulo
Autor entre outros de “Cidades Históricas e barroco mineiro” “Soldados e
negociantes na
Guerra do Paraguai”

e_mail:- divalte@yahoo.com
O Avanço fulminante da Alemanha


Prof DivalteGarcia Figueira ( * )


No dia 17 de setembro, a URSS atacou a Polônia pelo leste, ocupando a parte que lhe cabia na partilha estabelecida pelo Pacto Germano-Soviético. Com seu território dividido e ocupado, a Polônia se rendeu.
Embora a Inglaterra e a França tivessem declarado guerra à Alemanha, as hostilidades não começaram de imediato. Hitler e Mussolini foram novamente os grandes beneficiários da indecisão das duas nações. Em abril de 1940, o Exército alemão (a Wehrmacht) ocupou a Dinamarca e a Noruega, usando a tática da Blitzkrieg (guerra-relâmpago). No mês seguinte, invadiu Luxemburgo, Holanda e Bélgica, países cuja neutralidade o próprio Hitler se comprometera a respeitar. Pouco depois, as tropas alemãs atravessaram a fronteira da França.
Tomado de surpresa, o Exército francês não conseguiu deter o fulminante avanço dos alemães, que se aproximaram rapidamente de Paris. A situação forçou o governo da França a se transferir para o interior do país. No dia 14 de junho de 1940, Paris foi ocupada e a bandeira nazista hasteada na Torre Eiffel. Alguns dias depois, o governo francês se rendeu.

Os perseguidos pelo regime nazista eram reunidos em campos de concentração. Enquanto permaneciam ali, os prisioneiros eram explorados como mão-de-obra escrava em fábricas que se instalavam nas proximidades. Muitos morriam por causa de maus-tratos e de desnutrição. A foto mostra prisioneiros do campo de Buchenwad, abril de 1945.

Segundo os termos da rendição, a Alemanha passou a administrar metade do território da França. A outra metade foi entregue a autoridades francesas dispostas a colaborar com os alemães. Chefiado pelo marechal Henri Pétain, esse governo colaboracionista tinha sua sede em Vichy. Diante da capitulação, o general francês Charles de Gaulle fugiu para Londres, de onde passou a comandar a resistência da população francesa contra a presença dos nazistas no país. Poucos dias antes, a Itália entrou no conflito apoiando a Alemanha.

A Batalha da Inglaterra
Em agosto de 1940, a Alemanha deu início a cerrados bombardeios contra a Inglaterra. Diariamente, os aviões da força aérea alemã levantaram vôo do norte da França para despejar toneladas de bombas sobre cidades, portos e centros industriais da Inglaterra. Londres foi duramente atingida. Calcula-se que, em menos de um ano, mais de 40 mil ingleses morreram em conseqüência desses bombardeios.
Sob a liderança do primeiro-ministro Winston Churchill, a Inglaterra conseguiu resistir. Para isso, contou com a disciplina da população, a eficiência dos pilotos da força aérea inglesa e a ajuda de um equipamento até então inédito: o radar, que detecta a presença de aviões a quilômetros de distância. No começo de 1941, ficou claro para Hitler que os ataques aéreos contra a Inglaterra haviam fracassado. A partir desse momento, os alemães intensificaram a guerra submarina contra a Marinha inglesa.

Entre março e abril de 1941, os alemães avançaram para o leste da Europa e ocuparam sucessivamente a Romênia, a Hungria, a Bulgária, a Iugoslávia e a Grécia (país que a Itália havia atentado conquistar sem sucesso). Ao mesmo tempo, os combates se estenderam ao norte da África, onde o marechal alemão Erwin Rommel foi derrotado pelo general inglês Bernard Montgomery, na batalha de El-Alamein, em outubro de 1942. A vitória inglesa abriu caminho para a expulsão dos alemães do continente africano um ano depois.

A invasão da URSS
Em junho de 1941, sem nenhuma declaração formal de guerra, o Exército alemão deu início à invasão da URSS. Durante três meses, os nazistas avançaram, simultaneamente, em três direções: Leningrado (antiga Petrogrado), ao norte; Moscou, ao centro; e Stalingrado, ao sul.
Stalin sabia do poderio das forças alemãs e adotou a tática do recuo, embora isso custasse muitas perdas materiais e milhares de mortes.
Os alemães, porém, não conseguiram consolidar as vitórias iniciais. Pela primeira vez, a Blitzkrieg não funcionou, e a ofensiva estancou às portas de Moscou e Leningrado. Hitler havia subestimado o poderio militar e a capacidade de luta dos soviéticos e cometeu o erro de dispersar suas forças num raio de quase 3 mil quilômetros. Além do equívoco do líder nazista, o rigoroso inverno russo, a partir de dezembro de 1941, passou a castigar duramente os alemães.
Em Stalingrado a batalha se deu nas ruas da própria cidade, onde o Exército alemão, composto por 285 mil soldados, foi cercado por forças soviéticas. Em janeiro de 1943, depois de vários meses de intensos combates, os sobreviventes das unidades alemãs - cerca de 91 mil soldados e 24 generais - se renderam às forças soviéticas. A batalha de Stalingrado foi a primeira derrota importante de Hitler no continente europeu.

A guerra no Pacífico
Embora fosse um dos países membros do Eixo, o Japão permaneceu fora da guerra durante os dois primeiros anos. Sua hesitação em entrar no conflito se devia à baixa disponibilidade japonesa de matérias-primas e ao temor de que fossem cortados os suprimentos de petróleo que o país importava da Indochina e de outras regiões. Até 1941, a estratégia japonesa consistiu em pressionar o governo dos EUA para que reconhecesse sua supremacia na Ásia. A recusa dos norte-americanos em atender à exigência, de um lado, e a pressão alemã para que o país entrasse na guerra, de outro, levaram o governo de Tóquio a se decidir pela intervenção.
Assim, em dezembro de 1941, os japoneses desfecharam um arrasador ataque surpresa à base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí. Era o pretexto que faltava para que os EUA também se envolvessem nos conflitos.
Nos meses seguintes, os japoneses ocuparam diversas regiões na Ásia, entre as quais as Filipinas e a
Indochina, além da Birmânia, da Tailândia e da Nova Guiné. Seu controle era importantíssimo para a indústria japonesa, pois essas regiões constituíam fontes de matérias-primas essenciais, como borracha, petróleo e minérios.





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