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do Livro "História"
Editora Ática
do mesmo autor.
( * ) Divalte Garcia Figueira
Bacharel e licenciado em História.
Mestre em história Econômica Doutorado peal universidade de São Paulo
Autor entre outros de “Cidades Históricas e barroco mineiro” “Soldados e
negociantes na
Guerra do Paraguai”
e_mail:- divalte@yahoo.com





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Tigres em Crise


Prof DivalteGarcia Figueira ( * )



Manifestação estudantil de protesto contra o governo na Indonésia, novembro de 1998. A Indonésia esteve sob ditadura militar durante 32 anos, entre 1966 e 1998. Durante esse período, centenas de milhares de oposicionistas foram mortos, presos e torturados pelo Exército indonésio.

Depois de vários anos seguidos de crescimento econômico, os Tigres Asiáticos se tornaram mercados altamente lucrativos para investidores financeiros internacionais. Esses investidores procuram lucros fáceis e rápidos e retiram seus investimentos quando uma economia dá sinais de problemas. Em julho de 1997, algumas falências de empresas na Tailândia foram suficientes para que os especuladores entrassem em pânico e retirassem milhões de dólares de aplicações no mercado financeiro do país. Essa reação provocou novas falências e a queda vertiginosa do baht, a moeda tailandesa, que em apenas um dia perdeu 20% de seu valor em relação ao dólar.

Da Tailândia, a crise se propagou instantaneamente para os outros países da região, provocando fuga de capitais e desvalorização das moedas. Em outubro, a Bolsa de Valores de Hong Kong despencou, enquanto a moeda da Indonésia sofria brutal desvalorização. O mesmo aconteceu com a Coréia do Sul em novembro. Todos esses países tiveram de recorrer à ajuda do FMI, que injetou bilhões de dólares na região para impedir que a crise atingisse o resto do mundo.

O abalo financeiro provocou a retração do PIB dos Tigres Asiáticos, cujas economias só voltaram a crescer a partir de 1999. A Indonésia, entretanto, continuou em crise, devido à turbulência política desencadeada com a queda do presidente Suharto, em meio a grandes manifestações populares de protesto em maio de 1999.