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Divalte Garcia Figueira ( * )
Babilônios
No
início do segundo milênio a.C., a região
da Mesopotâmia constituiu-se num grande e unificado
império, que tinha como centro administrativo a cidade
da Babilônia, situada nas margens do rio Eufrates.
O soberano mais destacado, e o principal
responsável pela amplitude do chamado Antigo Império
da Babilônia, foi Hamurábi (cerca de 1728-1686
a.C.). Em seu governo, foi elaborado um dos primeiros códigos
de leis da Antiguidade, conhecido como Código de
Hamurábi. Nele, além dos julgamentos do próprio
rei, foram incluídas várias das tradições
e dos valores da sociedade mesopotâmica. O Código
de Hamurábi era muito diferente dos nossos atuais
códigos de leis. Sua aplicação não
era obrigatória pelos juízes; servia sobretudo
para ilustrar os valores, a justiça e o poder do
soberano (sobre o Código, ver também a seção
Leitura e debate).
Após
a morte de Hamurábi, a Mesopotâmia foi abalada
por sucessivas invasões, até a chegada dos
assírios.
O Código de Hamurábi
O Código
de Hamurábi, um bloco de pedra com 2,25 metros de
altura, encontra-se hoje no Museu do Louvre, em Paris. Dos
muitos artigos de lei nele gravados, cerca de 250 já
foram decifrados. Com isso, informações significativas
sobre a sociedade mesopotâmica puderam ser reveladas.
Pelo texto do Código, ficamos sabendo
que a punição a alguns delitos variava de
acordo com a posição social tanto da vítima
como do infrator. Em geral, no entanto, a justiça
era aplicada pelo princípio do “olho por olho,
dente por dente”, ou seja, o castigo era equivalente
à ofensa ou dano causado.
O Código tratava dos mais variados assuntos relativos
à vida cotidiana. Abrangia, entre outros temas, a
regulamentação e o exercício das profissões,
fixando a remuneração dos trabalhadores, normas
a respeito do casamento, da assistência às
viúvas, aos órfãos, aos pobres etc.
Assírios
De
origem semita, os assírios viviam do pastoreio e
habitavam as margens do Tigre.
A partir do final do segundo milênio a.C., os assírios
organizaram-se em uma sociedade altamente militarizada e
expansionista. Realizaram diversas conquistas e estenderam
seu domínio para além da Mesopotâmia,
chegando ao Egito.
O centro administrativo do Império
Assírio foi primeiramente a cidade de Assur e, logo
depois, Nínive.
Os responsáveis por essa expansão
foram Sargão II, Senaquerib e Assurbanipal.
Os assírios ficaram famosos pelos
métodos extremamente cruéis de fazer a guerra.
Um de seus reis, Assurbanipal, afirmou: “Por meio
de batalhas e da carnificina, eu tomei a cidade. Passei
pelas armas trezentos de seus guerreiros, atirei muitos
ao fogo e fiz um grande número de prisioneiros vivos.
De uns cortei as mãos, de outros o nariz e as orelhas
e de muitos furei os olhos” (citado de: A Mesopotâmia.
Biblioteca de História Universal Life. Rio de Janeiro,
José Olympio, 1970, p. 55).
Com a morte de Assurbanipal o Império entrou em decadência
e inúmeras revoltas dos povos dominados levaram os
assírios à derrota em 612 a.C. Nesse ano,
Nínive foi tomada por uma coalizão de medas
e caldeus. |