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O texto reproduzido pertence ao livro editado pela
Editora Ática.
"História"
do mesmo autor.

( * ) Divalte Garcia Figueira.
Bacharel e licenciado em História.
Mestre em História Econômica
Doutorando pela Universidade de São Paulo
Autor entre outros de “Cidades Históricas e barroco mineiro” “Soldados e negociantes na Guerra do Paraguai”
e_mail:- divalte@yahoo.com

 

 


 

A Mesopotâmia


Divalte Garcia Figueira ( * )

Babilônios
No início do segundo milênio a.C., a região da Mesopotâmia constituiu-se num grande e unificado império, que tinha como centro administrativo a cidade da Babilônia, situada nas margens do rio Eufrates.

O soberano mais destacado, e o principal responsável pela amplitude do chamado Antigo Império da Babilônia, foi Hamurábi (cerca de 1728-1686 a.C.). Em seu governo, foi elaborado um dos primeiros códigos de leis da Antiguidade, conhecido como Código de Hamurábi. Nele, além dos julgamentos do próprio rei, foram incluídas várias das tradições e dos valores da sociedade mesopotâmica. O Código de Hamurábi era muito diferente dos nossos atuais códigos de leis. Sua aplicação não era obrigatória pelos juízes; servia sobretudo para ilustrar os valores, a justiça e o poder do soberano (sobre o Código, ver também a seção Leitura e debate).

Após a morte de Hamurábi, a Mesopotâmia foi abalada por sucessivas invasões, até a chegada dos assírios.

O Código de Hamurábi

O Código de Hamurábi, um bloco de pedra com 2,25 metros de altura, encontra-se hoje no Museu do Louvre, em Paris. Dos muitos artigos de lei nele gravados, cerca de 250 já foram decifrados. Com isso, informações significativas sobre a sociedade mesopotâmica puderam ser reveladas.

Pelo texto do Código, ficamos sabendo que a punição a alguns delitos variava de acordo com a posição social tanto da vítima como do infrator. Em geral, no entanto, a justiça era aplicada pelo princípio do “olho por olho, dente por dente”, ou seja, o castigo era equivalente à ofensa ou dano causado.

O Código tratava dos mais variados assuntos relativos à vida cotidiana. Abrangia, entre outros temas, a regulamentação e o exercício das profissões, fixando a remuneração dos trabalhadores, normas a respeito do casamento, da assistência às viúvas, aos órfãos, aos pobres etc.

Assírios
De origem semita, os assírios viviam do pastoreio e habitavam as margens do Tigre.
A partir do final do segundo milênio a.C., os assírios organizaram-se em uma sociedade altamente militarizada e expansionista. Realizaram diversas conquistas e estenderam seu domínio para além da Mesopotâmia, chegando ao Egito.

O centro administrativo do Império Assírio foi primeiramente a cidade de Assur e, logo depois, Nínive.

Os responsáveis por essa expansão foram Sargão II, Senaquerib e Assurbanipal.

Os assírios ficaram famosos pelos métodos extremamente cruéis de fazer a guerra. Um de seus reis, Assurbanipal, afirmou: “Por meio de batalhas e da carnificina, eu tomei a cidade. Passei pelas armas trezentos de seus guerreiros, atirei muitos ao fogo e fiz um grande número de prisioneiros vivos. De uns cortei as mãos, de outros o nariz e as orelhas e de muitos furei os olhos” (citado de: A Mesopotâmia. Biblioteca de História Universal Life. Rio de Janeiro, José Olympio, 1970, p. 55).
Com a morte de Assurbanipal o Império entrou em decadência e inúmeras revoltas dos povos dominados levaram os assírios à derrota em 612 a.C. Nesse ano, Nínive foi tomada por uma coalizão de medas e caldeus.