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Do
Livro Brasil República de
Divalte Garcia Figueira ( * )
Chamamos
Renascimento à renovação cultural que
teve início na península Itálica no
decorrer do século XIV. Sob a influência da
cultura greco-romana, esse movimento influenciou as artes,
a literatura, a ciência a e filosofia e difundiu-se
por várias regiões da Europa. Os participantes
dessa renovação - os renascentistas - rejeitaram
a cultura medieval, presa aos padrões definidos pela
Igreja Católica, e passaram a defender e explorar
a diversidade de idéias e o espírito crítico.
Com
a afirmação do individualismo e do racionalismo,
valores supremos da modernidade, o Renascimento situa-se
na transição da sociedade feudal para a sociedade
burguesa, na passagem da Idade Média para a Idade
Moderna.
A
Escola de Atenas
Pintada no Palácio do Vaticano. A Escola de Atenas
representa uma reunião de filósofos na Grécia
Antiga - entre outros pensadores do período, Platão
e Aristóteles ocupam a posição central.
A obra reúne várias características
da pintura renascentista, destacando-se a simetria, o equilíbrio
e o uso da perspectiva, que permite imprimir na cena a noção
de profundidade. Reúna-se com seus colegas e discutam
a pintura de Rafael.
1. As
origens Na península Itálica, no século
XIV, artistas e intetectuais influenciados pelos valores
da cultura greco-romana provocaram uma verdadeira revolução.
Cansados da submissão das artes e do pensamento aos
dogmas da Igreja Católica, eles propuseram uma nova
forma de entender o mundo e principalmente o ser humano.
Era o Renascimento. As raízes do Renascimento podem
ser encontradas ainda na Baixa Idade Média, quando,
a partir do século XI, o comércio a as cidades
voltaram a florescer em diversas regiões da Europa.
O crescimento
das cidades criava um meio social que favorecia o desenvolvimento
de atividades intelectuais e artísticas. Não
por coincidência, foram justamente as cidades mais
ricas localizadas no norte da península Itálica,
que se tornaram os primeiros centros de difusão do
movimento renascentista.
O ressurgimento
do comércio permitiu à burguesia acumular
riqueza suficiente para financiar as obras de escritores
e artistas. Assim, tornou-se comum a figura dos mecenas,
indivíduos ricos que, em busca de glória e
prestígio, patrocinavam o trabalho de artistas e
escritores. Entre os mecenas da península Itálica,
destacaram-se a família Sforza - senhora do ducado
de Milão -, os Médici - família de
banqueiros que exercia o controle político da República
de Florença - e os papas Júlio II e Leão
X.
Principais
fudamentos No âmbito do pensamento, o Renascimento
se caracterizou pelo individualismo, pelo racionalismo e
pelo humanismo.
O individualismo
valorizava a capacidade de o ser humano fazer escolhas livremente,
valendo-se apenas de suas próprias forças,
sem apelar para o sobrenatural.
O racionalismo
enfatizava a razão como principal instrumento para
compreender o universo e a natureza.
O humanismo,
por sua vez, colocava o ser humano como centro das preocupações
e indagações dos pensadores, considerando-o
a obra suprema de Deus. Essa orientação é
denominada antropocentrismo e representava uma forte oposição
ao teocentrismo (theo vem do grego e significa deus) da
Igreja Católica.
Em 1445,
o germânico Johannes Gutenberg inventou o sistema
de impressão com tipos móveis, revolucionando
o processo de produção de livros, até
então feitos à mão. Com o novo invento,
foi possível difundir as idéias humanistas
para um número cada vez maior de pessoas.
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