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O ÓDIO PELO ÓDIO

0 Comentários 22 agosto 2017

Floriano Pesaro

Há pouco tempo, assistimos a mãe do terrorista que entrou na casa de uma família inocente e matou três pessoas, louvar seu filho e demonstrar orgulho por sua atitude assassina.

Diante deste desvario, passamos a ponderar sobre a relação do judeu com o ódio de outros povos.

Desde que nos conhecemos como povo, temos sofrido e convivido com o ódio.

Mark Twain meditou sobre o ódio dos judeus, por um lado, e sua persistência, por outro lado:

“… Os judeus constituem apenas um por cento da raça humana. … Corretamente, o judeu dificilmente deve ser ouvido, mas ele é ouvido, sempre foi ouvido. … O egípcio, a babilônia e a rosa persa encheram o planeta de som e esplendor, odiaram os judeus e depois desapareceram e morreram; O grego e o romano seguiram, e fizeram um grande barulho, odiando os judeus e eles se foram. Outras pessoas surgiram e mantiveram sua tocha alta por um tempo, mas queimaram. Os soviéticos, os nazistas e outros. O judeu viu todos eles, sobreviveu a todos e agora é o que ele sempre foi, não exibindo decadência, nenhuma fragilidade por sua idade, nenhum enfraquecimento de seus componentes, sem desaceleração de suas energias … Tudo é mortal, menos o judeu; Todas as outras forças passam, mas ele permanece”.

O ilustre autor russo, Leon Tolstoi, avaliou a sobrevivência dos judeus, mas também sentiu que sua existência tinha que ver com um propósito único

Leon Tolistoi (nosso Irm)*

“O que é o judeu? … Que tipo de criatura única é essa quem todos os governantes de todas as nações do mundo destronaram e esmagaram e expulsaram e destruíram; perseguidos, queimados e afogados, e quem, apesar da raiva e da fúria, continua vivendo e florescendo? … O judeu é o símbolo da eternidade. … Ele é aquele que durante tanto tempo tinha guardado a mensagem profética e transmitiu a toda a humanidade. Um povo como este nunca pode desaparecer. O judeu é eterno. Ele é a personificação da eternidade.”

Odiados ou amados, os judeus sempre foram tratados como diferentes. Eles são julgados por padrões diferentes, reverenciados, admirados e odiados mais do que qualquer outra nação na Terra.

Talvez a face mais marcante sobre o ódio dos judeus seja a sua irracionalidade. São tantos motivos para odiar os judeus quanto às pessoas. Tudo o que perturba, machuca ou desagrada às pessoas muitas vezes atribuem aos judeus. Os judeus foram culpados por manipular a mídia às suas necessidades, usura, libelos de sangue de várias formas, envenenamento de poços, domínio do tráfico de escravos, deslealdade aos países de acolhimento, colheita de órgãos e propagação da AIDS.

Além disso, os judeus são frequentemente acusados?? de “crimes” conflitantes. Os comunistas acusaram-nos de criar o capitalismo; os capitalistas os acusaram de inventar o comunismo. Os cristãos acusaram os judeus de matar Jesus e o aclamado historiador e filósofo francês, François Voltaire, de inventar o cristianismo. Os judeus foram rotulados como guerreiros e covardes, racistas e cosmopolitas, sem espinhas e inflexíveis, e a lista poderia continuar para sempre.

Claramente, o ódio dos judeus é irracional e profundo. Yehuda Bauer, Prof. de Estudos do Holocausto na Universidade Hebraica de Jerusalém, acredita que o antissemitismo permanece latente até que seja desencadeado, geralmente durante crises. As múltiplas crises que estamos vendo em todo o mundo são, portanto, esperadas para continuar a exacerbar a atual onda de antissemitismo.

Hoje vemos o antissemitismo recrudescer na Europa. Após um período em que este sentimento ficou latente após a constatação do genocídio de Hitler e o quase desaparecimento de nosso povo. O Velho Continente mais uma vez mostra sua face mais intolerante diante do judeu.

Mesmo os Estados Unidos, que se definem como a Terra da Liberdade e da Oportunidade começam a mostrar seus dentes raivosos para o povo judeu.

Podemos dizer que o antissemitismo de nossos tempos teve um gatilho específico. Desde a criação do povo de Israel o mundo escolheu paramentar seu ódio com as cores do antissionismo.

Israel passou a ser o grande depositário desta raiva delirante. Hoje, o povo judeu é considerado um pária na sociedade mundial por ter conseguido restabelecer sua pátria em solo sagrado. Continuamos a ser odiados com os mesmos adjetivos do passado, mas parece que hoje descobriram um motivo palpável para nos desprezarem.

Hoje temos uma nação avaliada como opressora, praticante do apartheid e inimiga da paz.

Nossos detratores, a partir de nosso estabelecimento como nação e por causa de nosso conflito com os palestinos, sonham com o momento em que Israel será erradicado da Terra.

Os árabes e especialmente os palestinos buscam nossa destruição com ataques terroristas assassinos em nosso solo ou no mundo todo. Convivemos quase diariamente com bombas sendo enviadas sobre nosso território, assistimos o surgimento de organizações terroristas com o simples objetivo de arrasar Israel e os judeus pelo mundo.

E mais além, foi estabelecido um ódio institucionalizado. Líderes de muitos países árabes enaltecem os atos terroristas contra nós e seus responsáveis. Estes jovens assassinos são, se possível, recebidos na Palestina e enterrados com honras especiais.

Entretanto, existe um fato que deve nos deixar mais pessimistas ainda.

A organização terrorista Hamas, que domina a Faixa de Gaza, publicou livros escolares e vídeos educacionais que ensinam às suas crianças a odiar Israel e a almejar como futuro atacar indiscriminadamente nosso povo em qualquer lugar do mundo. Isto é, estamos vendo a formação de futuros terroristas desde sua mais tenra idade.

Esta é, com certeza, a mais inédita e preocupante forma de ódio.

Se não podemos confiar na formação de gerações que entendam o valor da tolerância, da diversidade e da paz, as perspectivas de uma paz futura tornam-se mais e mais sombrias.

Todas as iniciativas de paz sempre foram contaminadas com a percepção que o palestino tem de Israel e nossa esperança era que isso fosse modificado desde que se dessem conta que viemos para ficar. Mas aprendemos que o caminho da paz se torna então mais espinhoso.

Com certeza, o judeu, sobrevivente milenar de tantos ataques e tentativas de destruição, irá superar este imenso obstáculo que tem diante de si, mas seria e será muito mais rápido e proveitoso quando tivermos um interlocutor que esteja disposto a dialogar honestamente.

Golda Meir, uma das mais paradigmáticas líderes do século XX, e uma das fundadoras de Israel, vaticinou:

“Podemos perdoar os árabes por matarem nossos filhos. Não podemos perdoá-los por nos forçar a matar seus filhos. Só teremos paz com os árabes quando amarem seus filhos mais do que nos odeiam “.

 

Floriano Pesaro
Secretário de Estado de Desenvolvimento Social
Deputado Federal
*Ilustração colocada pelo Editor Samauma

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