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O “JUIZ” E A CURA GAY

0 Comentários 24 setembro 2017

Era uma vez um sujeito que virou governante e juiz de um país, ao mesmo tempo. Não foi por concurso ou voto, mas pelas armas.

Em nome da revolução igualitária, tornou-se um tirano absoluto, dono de uma ilha inteira com 11 milhões de escravos, assumindo a maior mansão do local como sua residência.

Sempre fardado, detestava “maricones”. Eis o que pensava sobre gays: que deveriam ser curados por meio do trabalho forçado. Não aceitava o “tratamento de choque”, era fuzilado no paredão, sem qualquer julgamento, pois isso é coisa de burguês.

Seu nome? Che Guevara. Ou Fidel Castro. Tanto faz, pois eram unha e carne, dois lados da mesma moeda podre. Não é fofo ver gente vestindo camiseta do homofóbico assassino e falando em “amor” contra “preconceitos”?

Essa turma deveria ler o relato de Reinaldo Arenas, um gay vítima do regime cubano, em seu livro Antes que anoiteça. Virou filme com Javier Bardem, o que poderia facilitar aos que não gostam muito de ler (a maioria na esquerda). Eis o que ele afirma:

[…] a mulher e o homossexual são considerados no sistema castrista como seres inferiores. Os verdadeiros machos podiam ter várias mulheres, e isso era visto como um ato de virilidade.

O próprio Grupo Gay da Bahia chegou a admitir a perseguição cubana aos homossexuais, exigindo uma retratação do ditador Fidel Castro antes de sua morte:

O Grupo Gay da Bahia, a mais antiga ONG/Homossexual da América Latina, exige que o  ditador Fidel Castro, antes de morrer, reconheça e peça perdão, pelos graves erros da revolução cubana, responsável pela desmoralização, perseguição, prisão em campos de concentração com trabalho forçado, tortura, expulsão e morte  de milhares de gays,  travestis e lésbicas em Cuba.

[…]

Em 1959 ao tomar o poder em Cuba, Fidel declarou que “um homossexual não pode ser  um revolucionário”. Em 1965 Fidel e Che Guevara criam as  Unidades Militares de Ajuda à Produção, acampamentos de trabalho agrícola em regime militar, com cercas de 4 metros de arame farpado, onde os homossexuais e outros “marginais” realizavam trabalho forçado nos canaviais, com até 16 horas de trabalho forçado, em condições desumanas  muito semelhantes aos campos de concentração nazistas. 

[…]

Em 1980, segundo informes oficiais, 1700 “homossexuais incorrigíveis” de Cuba foram deportados para os Estados Unidos, embora organizações de direitos humanos calculem que ultrapassaram 10 mil gays e travestis expulsos de seu país. No início da crise da Aids, Cuba foi denunciada internacionalmente pela criação de rigorosas  prisões para “sidosos”, (doentes de aids), em sua maior parte, homossexuais. 

Quando vemos o socialista Jean Wyllys, cujo partido PSOL até hoje apoia o regime cubano, posando com uma boina para claramente imitar o estilo do revolucionário homofóbico, bate então aquele constrangimento, aquela vergonha alheia incontrolável.

Mas a esquerda é “fofa”, então tudo bem. Não tem problema cair em tanta contradição, ser tão incoerente. Ela condena os “preconceitos”, mas não dos seus gurus. Marx era outro racista preconceituoso, mas deixa isso para lá. É a direita “fascista” que odeia negros, gays, mulheres etc. Se é homofóbico, então claro que só pode ser um eleitor do Bolsonaro, jamais alguém com uma camiseta do Che Guevara!

Rodrigo Constantino

 

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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