tibério sá maia

“A palavra é o fio de ouro do pensamento”. Aristóteles.

0 Comentários 05 abril 2017

tsmaia*

O que me deixou marca no nordeste, do meu tempo de garotão, pelo menos: foram também os impropérios que falávamos às escondidas ou as obscenidades ditas ao acaso, mas, sempre com reservas.
Essas palavras eram taxadas, ali, de nomes feios.

Desagradáveis ao senso comum. Não soavam, muito bem, para o comum dos ouvidos ávidos. Em textos, eram repulsivas. Mesmo sem que sejam soadas, esse tipo de palavras, pareciam se destacar  das comuns e ficavam retidas nos nossos pensamentos como imprudências que cometemos.

Que diferença para a capital paulista, onde se fala um linguajar mais livre e avexado. O paulistanês formado pelos caipiras e colonizadores dos cafezais e dos bandeirantes das pedras raras.

A impressão que dava era que cada pessoa daquela região nortista que se gaba de ter sido, ali, o berço da colonização portuguesa no país, tivesse consciência de que as palavras e som proferidos na nossa comunicação fossem motivos de grande importância para um primoroso relacionamento e que elas eram capazes de influenciar, como qualquer alimento que servimos, as funções do nosso corpo e da nossa mente. O que não deixa de ser real e o que de fato ocorre. O som como a luz, como o ar, a água e o pão não nos podem faltar na nossa alimentação. São imprescindíveis. E se convenientes são responsáveis por uma excelente qualidade de vida.

Ainda antes de nascermos, ainda no útero de nossas mães, somos influenciados por ruídos sonoros. As palavras, então, ditas por nossos pais, a algazarra feita por nossos irmãos, a voz carinhosa de nossos dos familiares e os barulhos ocasionais que surgem.

Nosso DNA (ácido desoxirribonucléicocomposto orgânico

que contêm as instruções genéticas) é o responsável pela construção de nosso corpo, ele também serve como armazenamento de dados e de comunicação. Pois bem, houve cientistas divulgaram estudo informando que o próprio DNA humano pode ser também influenciado por palavras e pelos sons

Lá na nossa terrinha natal, cada ciclo familiar digno de apreço, é preservado desses termos de pequena significância, mas de enorme percussão. Seus tutores implicantes não os aceitam. E ainda, nos ambientes de trabalho de uma fábrica normal, cuidadosamente, as conversas são ou eram filtradas dos termos considerados ordinários, inconvenientes, deselegantes (…)

As relações entre os chefes superiores e intermediários e seus subalternos eram mantidas com reservas e grandes cuidados para não ferir moralmente à susceptibilidade das partes. Haja vista que as formas por que se designa o interlocutor seja autoridade hierárquica ou desta para como os operários são parcimoniosos e respeitosos. As palavras chulas desaparecem nesses momentos, principalmente, as que têm propósito de ofender ou rebaixar o oposto. Tudo, é claro, depende também do estado de espírito e de exaltação de cada qual.

Fofocas caluniosas aumentam doenças transmissíveis, assim, a Cabala nos ensina. Da mesma forma, difamar uma pessoa inflige dano espiritual e físico à vítima. E também e à pessoa que profere uma palavra maldosa.

Pudera somos pretensiosos e damos inteira importância à elegância de um penteado, a perfumes que procuramos exalar, e a escolha das roupas que nos cobrem. Não obstante, somos displicentes ou desleixados quanto ao que dizemos e que lançamos no ar.  Por quê?

Quem sabe, por isso mesmo? Talvez fossemos mais parcimoniosos como disse Oscar Wilde, “Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.” Enquanto Johann Goethe recomendava que “Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas”. Afinal “A palavra é (ou deveria ser) o fio de ouro do pensamento”. Assim queria o velho Aristóteles.

Mas vamos aos “finalmente” evocando o princípio de todas as coisas, de acordo com a Bíblia, a coleção dos ditos mais sagrados, portanto sábios e as mais perpétuos, logo, verdadeiros.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. João 1:1-5

Ora, o Verbo é Palavra que age. É energia. O Verbo é a Palavra Divina. De um Ser Criador. Por exemplo: E “Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Veja Gên. 1

Portanto, palavra é ação, é energia, como na criação de tudo. É semente potente que quando plantada no chão devemos esperar incontinentemente resultados.

As palavras têm poder. Elas despertam forças espirituais que influenciam nossas vidas.

Ainda quando espicaçados nunca devemos proferir uma palavra que magoe

 

* é nosso colaborador

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